Maria Roseta: "Pedi-lhe por favor para não me matar" A Ferver:
17.2 - 22h
Por: Magali Pinto
As mãos de Maria Roseta não paravam de tremer, ontem de manhã, no Tribunal de Oeiras. Em três horas, a ex-companheira de Paco Bandeira resumiu os 12 anos em que partilhou o mesmo tecto com o músico.
"Ele chamava-me prostituta e ordinária. Poucos dias depois do baptizado da nossa filha, colou-me a arma à cabeça e eu estava com a menina ao colo. Pedi-lhe por favor para não me matar", relatou ao colectivo de juízes. "Na altura até me acusou de ser amante do padre. Disse que tinha um vídeo em que se via que durante a missa tinha piscado o olho ao sacerdote", lamentou Maria Roseta.
Paco Bandeira está a ser julgado por violência doméstica e maus-tratos sobre a filha Maria Costança, de 12 anos. "A minha filha teme o pai. Ela nunca quis dormir em casa dele, apesar de o adorar, mas ela viu muita coisa. Houve um dia em que numa discussão ele pegou num copo e atirou-me à perna. Ela estava a tomar o pequeno-almoço e ficou em pânico", recordou Roseta.
Sobre as armas de Paco Bandeira, Maria Roseta diz ter visto dois revólveres, um em casa e outro no carro. "Ele até guardava as balas no saco de ténis", confirmou. "Tentei ter uma família e um lar, mas não consegui", finalizou.
EX-MULHER DE VARA TESTEMUNHA CONTRA PACO
Maria Roseta revelou ontem no tribunal que Helena Mendes, ex-companheira de Armando Vara, será uma das suas testemunhas de defesa. "Quando o Paco me apontou a arma à cabeça telefonei à Helena a pedir-lhe ajuda e a dizer que ele me ia matar. Também lhe pedi que o Armando ligasse ao Paco Bandeira para ele o acalmar. Estava com muito medo", confessou Roseta.
Helena Mendes será ouvida pelo colectivo de juízes na próxima sessão de julgamento, marcada para dia 2 de Março.
FILHAS SÃO GRANDE APOIO
As filhas de Paco Bandeira têm mantido apoio ao pai em todas as sessões de julgamento, apesar de Maria Roseta ter revelado ontem que a "relação entre pai e filhas não é a melhor".
Paco Bandeira terá apontado arma