As várias faces do jazz Êxito:
18.2 - 10h
Por: Miguel Azevedo
Quando em 2001 Mário Monteiro e Paulo Muinos se conheceram num espectáculo da cantora Marta Hugon, depressa perceberam que de um encontro fortuito poderia nascer algo mais. A partir daí passaram a tocar em diversas formações musicais e a escrever originais, até encontrarem em Joana Alegre a voz ideal para dar outro rumo a temas que iam nascendo com alguma naturalidade. Joana não só se identificou com os temas como ainda escreveu algumas letras e ajudou na adaptação de várias melodias. Assim nasceram os The Pulse. O álbum de estreia, homónimo, chega agora até nós.
Embebido no jazz, mas com muitas outras ambiências pelo meio, o primeiro disco dos The Pulse é uma aposta de risco de uma banda que vive, assumidamente, melhor fora do estúdio do que dentro dele. "As coisas têm corrido muito bem, mas eu gosto mais de estar em palco. O processo de gravação deste disco foi um risco. Nenhum de nós sabia o que iria dar", diz Joana Alegre, que ainda assim reconhece que o tempo em estúdio "contribuiu muito para apurar a dinâmica do grupo".
Composto por dez temas, ‘The Pulse', o disco, é agora o pretexto para o grupo voltar aos palcos. "Este disco não é 100% jazz. Há muita pop e soul. É verdade que misturamos a escola do jazz, mas eu acho que é esta diferença que traz gente para nos ouvir", diz Joana Alegre, uma mulher licenciada em Ciência Política que até já trabalhou nas Nações Unidas, mas que foi na música e na escola do Hot Club que encontrou o seu grande impulso.
Agora diz-se de corpo e alma nos The Pulse, um projecto que até tinha tudo para vingar lá fora, mas que vai continuar a apostar, em exclusivo, em Portugal. "Todos estamos imbuídos de um espírito muito patriota. Todos temos contactos lá fora, mas isto que fazemos é tão genuíno que queríamos muito ser aceites aqui", remata.