Cláudio Montez: "Não vou enriquecer com o livro"Nacionais:
16.4 - 19h
Por: Rute Lourenço
Três meses depois da trágica morte de Carlos Castro, o amigo Cláudio Montez lança um livro sobre o cronista social e garante que não teme que o chamem de oportunista.
- Por que é que decidiu escrever um livro sobre as últimas horas de Carlos Castro?
- Quando cheguei a Nova Iorque, após toda a tragédia, havia muitas situações que foram ditas e não correspondiam à verdade e a única solução era escrever o que se passou. E também para defender o Carlos daquilo que ele não se pode defender. Ele não era um velhinho que comia meninos ao pequeno-almoço.
- Não teme que achem que se está a aproveitar do nome do Carlos Castro?
- Sinceramente, é-me indiferente. Tenho as costas largas e, aos 60 anos, já me fui habituando a lidar com os que gostam e os que não gostam. Agora, o que posso dizer é que não fiz este livro para ganhar dinheiro, não vou enriquecer, nem sei quanto vou ganhar. Não é isso que está em causa.
- E acha que o Carlos iria aprovar este livro?
- Sim. Aliás, penso que para ter tido a força de escrever tudo isto, também tive a ajuda dele...
- Como vê a ida de Renato Seabra [homicida confesso de Carlos Castro] para a prisão de Rikers Island?
- Já era uma situação esperada. Só quero que a justiça seja feita e que isto sirva de exemplo para que outras situações do género não aconteçam.
- Para si, qual seria a pena justa?
- Não quantifico penas nem castigos, apenas digo que a justiça nos Estados Unidos funciona. O que for decidido para mim está bem. O que sei é que se podia ter evitado toda esta tragédia.
- Já pensou em escrever ao Renato? O que lhe diria?
- Jamais, mas se tivesse oportunidade gostaria de lhe perguntar o que se passou para ele ter mudado de postura...
- Recentemente disse que tinha pena dele...
- Não. Tenho pena da família dele. n