Kapinha: "Aprendi a passar fome na tribo"Perdidos na Tribo:
06.6 - 08h
Por: Sofia Martins Santos
Depois de ter passado três semanas na tribo Hamer, na Namíbia, Kapinha confessa que nunca pensou que a experiência fosse tão dura. Agora conta os dias para ver o programa na TV, ao domingo.
– Como classifica a a sua participação no ‘Perdidos na Tribo’, TVI?
– Foi uma experiência maravilhosa e confesso que não estava à espera que fosse tão duro e difícil. Mas reconheço que também foi único.
– Foi o único que não adoeceu...
– Ainda bem! Vi o que aconteceu aos meus colegas e houve situações muito complicadas. A Cláudia [Jacques], a Io [Apoloni] e o Fernando [Mendes] estiveram doentes. E é muito complicado ficar doente lá porque vivemos em condições muito básicas. Adoecer ali é mesmo muito complicado. As pessoas não chegam a ter noção.
– O que aprendeu com esta experiência?
– Aprendi que há coisas na vida que não merecem a atenção que lhe damos e que há coisas simples às quais se deve dar muita atenção. Há coisas aqui que têm muito valor para nós, mas que nós não ligamos. Aprendi também a passar fome. Nunca passei fome na minha vida e lá eu soube o que era ter fome e não ter o que comer. Aprendi também que a união faz a diferença e que o psicológico supera o físico.
– Pode dizer-se que foi para a tribo com conhecidos e voltou com amigos?
– Claro que sim, até porque vivi momentos e situações com estas três pessoas que não vivi nem com os meus familiares. Eu compartilhei com eles, para além da intimidade, os momentos mais difíceis de sempre na minha vida.
– Como é ver agora a sua participação na tribo?
– Actualmente é o momento alto da minha semana. Eu conto os dias para poder ver aqueles momentos. Por um lado, vejo o que aconteceu com as outras tribos, e por outro vejo o que dizem de nós. Lá não percebíamos o que nos estavam a tentar dizer.